DUARTE DE LIMA MAYER
ISBN: 9789899974371
Editora: BUILDING IDEAS
Ano/Mês: 2026/7
No ano em que a Ordem dos Advogados Portugueses celebra o seu centenário, Duarte de Lima Mayer publica um romance que procura responder a uma pergunta essencial: o que significa, verdadeiramente, ser advogado? Combinando ficção, memória e reflexão, a obra acompanha o percurso de Frederico Pery, um advogado de Direito Marítimo que revisita a sua vida em busca do sentido ético e humano da profissão. A narrativa inicia-se em Londres, durante uma visita à National Gallery, onde uma conversa com o pai, diante de um quadro de Hans Holbein, desencadeia uma longa evocação autobiográfica. Entre a Arrábida, Lisboa e o Chiado, Frederico conduz o leitor por episódios marcantes da infância, juventude e vida profissional, revelando as pessoas e experiências que moldaram a sua forma de estar no mundo e na advocacia. Ao longo da obra, sobressaem imagens de forte valor simbólico, como os chapéus que acompanham o protagonista nas diferentes fases da sua vida e evocam figuras como Tom Sawyer e Abraham Lincoln. Cruzam-se ainda referências à tradição marítima portuguesa, aos mitos da aventura e da descoberta, bem como à literatura e à pintura, compondo um universo rico em significado. As memórias do pai humanista, da avó que lhe ensina a olhar para os objectos para além da sua função imediata e de um exigente treinador de ténis revelam a importância do rigor, do trabalho invisível, da criatividade e da resiliência. Estas aprendizagens tornam-se fundamentais quando Frederico confronta a realidade da profissão, percebendo que muitos advogados vivem sob uma cultura de excessiva gravidade e pressão, frequentemente distante do equilíbrio e da realização pessoal. É neste contexto que se inicia a sua verdadeira procura: encontrar as “fadas escondidas entre os fados e os fardos” da advocacia. Acompanhado por Beatriz, a sua coach – uma clara evocação da guia de Dante na Divina Comédia -, revisita o passado, compreende as suas experiências e procura construir uma forma mais consciente e humana de exercer a profissão. Ao seu lado permanece Francisco Pery, primo, amigo e confidente, que encerra a narrativa com um epílogo dedicado à transmissão destes valores às novas gerações de advogados. Escrito num registo acessível, bem-humorado e profundamente humanista, o romance propõe uma reflexão sobre a identidade, a vocação e a cultura da advocacia contemporânea, defendendo uma prática assente na ética, no sentido de missão e no bem-estar de quem a exerce. A obra inclui ainda, em anexo, as Cartas a um Jovem Advogado, uma correspondência ficcional entre Thomas Sawyer e Abraham Lincoln que prolonga, sob outra forma narrativa, a reflexão sobre o significado de ser advogado.
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