TEATRO POPULAR - A FORÇA DO POVO

TEATRO POPULAR - A FORÇA DO POVO

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Teatro

ISBN: 9789895950867

Editora: TINTA DA CHINA

Ano/Mês: 2026/9

Sinopse

«Liberdade! Liberdade!» A colecção de Teatro e Resistência chega aos volumes 5 e 6 com Filipe la Féria, Nanuel Gírio e Teatro Popular. Teatro Popular Virgílio Martinho, et al. Reunindo cinco peças curtas, «para um repertório de teatro campesino» destinado à representação de grupos amadores e populares, Teatro Popular tem apenas dois autores identificados, um deles colectivo: Virgílio Martinho, que escreveu Catarina, e o Teatro Campesino do Tio Xavier, que fez E a Terra se Tornou Nossa e Os Bons Vizinhos. As restantes peças — As Duas Caras do Patrão e O Soldado Raso — não têm autoria atribuída. No seu conjunto, são panfletos didácticos e eficazes, construídos a partir de uma aproximação ao teatro existencialista, mas reduzidos à escala social e reconhecível das comunidades agrícolas e rurais, procurando referências políticas, comunitárias e de contexto para descrever as injustiças de que eram vítimas os trabalhadores do campo. Estes textos expõem as dúvidas prescientes das populações, permitindo uma distância temporal e espacial onde a angústia, o medo e o sacrifício são questionados enquanto valores de abnegação. A Força do Povo Manuel Gírio Breve auto social, passado no interior do país, A Força do Povo é sobre conflitos políticos e ideológicos entre gerações. Luís, regressado da guerra colonial, torna-se consciente das contrariedades do regime e, para desgosto da mãe, envolve-se com a resistência política. A peça sustenta-se num diálogo entre a mãe e o sobrinho Júlio, que lhe revela a realidade local e a necessidade de luta colectiva contra o despotismo exercido pelo senhor Belchior, o latifundiário para quem Luís deveria trabalhar. As personagens femininas — a mãe, a noiva de Luís e uma vizinha — constituem modelos distintos de representação e resistência, ou resignação, ao lugar reservado às mulheres. A peça, apresentada nos comícios do MDP/CDE em 1975-1976, é dedicada a José Pedro Soares, resistente e preso político.

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